Câncer de língua, boca e garganta
O câncer de cabeça e pescoço engloba tumores que podem acometer a boca, língua, garganta (orofaringe e hipofaringe) e laringe. Apesar de ainda ser pouco falado, esse tipo de câncer é relativamente comum e, quando diagnosticado precocemente, apresenta altas chances de cura.
Reconhecer os sinais de alerta e buscar avaliação médica no momento certo faz toda a diferença no tratamento, na preservação da fala, da alimentação e na qualidade de vida do paciente.
Quais são os principais sinais de alerta?
Alguns sintomas podem parecer simples no início, mas quando persistem por mais de duas a três semanas, merecem investigação especializada.
- • Ferida na boca ou na língua que não cicatriza
- • Rouquidão persistente
- • Dor ao engolir, especialmente se for sempre do mesmo lado
- • Dificuldade para falar ou engolir
- • Sensação de algo preso na garganta
- • Caroço endurecido no pescoço
- • Perda de peso sem causa aparente
Nem todo sintoma indica câncer. No entanto, quando os sintomas persistem, esse passa a ser o principal sinal de alerta. Nesses casos, a avaliação médica precoce é fundamental e pode impactar diretamente o sucesso do tratamento e o prognóstico.
Sobre o Dr. Vergilius Neto
CRM 161773 SP RQE 72030 RQE 68528
Cirurgião de Cabeça e Pescoço formado pela USP, com atuação nos dois principais hospitais-escola da Universidade (HCFMUSP e HU-USP). Médico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), com experiência em cirurgias oncológicas de alta complexidade.
- Médico Assistente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
- Médico Assistente do Departamento de Clínica Cirúrgica do Hospital Universitário da USP
- Preceptor da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (2018)
- Estágio como médico observador no Dep. de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. The University of Texas MD Anderson Cancer Center, MDACC, Houston, Estados Unidos (2017)
Como é feito o diagnóstico ?
O diagnóstico do câncer de língua, boca e garganta inicia-se com uma avaliação clínica detalhada realizada por um especialista em cabeça e pescoço. Durante a consulta, são examinadas a cavidade oral, a língua, a garganta, a laringe e o pescoço, com atenção à presença de linfonodos aumentados.
Quando necessário, exames endoscópicos e a biópsia são utilizados para confirmar o diagnóstico. A identificação precoce da doença aumenta significativamente as chances de cura e permite tratamentos menos agressivos, com menor impacto funcional.
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Todo câncer de boca precisa de cirurgia?
Não necessariamente.
Embora a cirurgia seja, na maioria dos casos, a principal forma de tratamento do câncer de boca, a escolha da melhor estratégia depende de:
- • Tipo e localização do tumor
- • Estágio da doença
- • Condições clínicas do paciente
Em alguns casos, radioterapia e/ou quimioterapia podem ser indicadas como tratamento principal ou complementar.
Principais Dúvidas
Sim, pode. Feridas na boca que não cicatrizam em até 2 a 3 semanas, especificamente quando sangram ou endurecem, devem sempre ser avaliadas por um especialista. Nem toda ferida é câncer, mas essa é uma das formas mais comuns de apresentação do câncer de boca.
O câncer de língua pode ser grave, mas o prognóstico depende principalmente do estágio no momento do diagnóstico. Quando identificado precocemente, as chances de cura são altas. Tumores avançados exigem tratamentos mais complexos e podem impactar a fala e a capacidade de engolir.
Sim. Rouquidão persistente por mais de 2 a 3 semanas, sem causa aparente, pode sim ser um sinal de câncer de laringe. Isso é especialmente importante em pessoas que fumam ou fumaram, consomem álcool ou têm mais de 40 anos.
Sim, o câncer de garganta tem cura, especialmente quando diagnosticado precocemente. As taxas de controle da doença variam conforme o local do tumor (orofaringe, hipofaringe ou laringe), o estágio em que se encontra no momento do diagnóstico ou o tipo de tratamento, que pode ser com cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação dessas modalidades.
Pode, sim, principalmente quando a dor é persistente, localizada sempre no mesmo lado e associada a outros sintomas, como perda de peso, rouquidão ou caroço no pescoço. Infecções são mais comuns, mas sintomas prolongados devem ser investigados.
Sim, pode. Um caroço, ou nódulo, endurecido que cresce progressivamente, pode representar uma metástase em um linfonodo cervical. Este pode, muitas vezes, ser o primeiro sinal de um câncer na região da cabeça e pescoço, e deve ser prontamente investigado por um especialista.
Sim. O vírus do HPV está associado principalmente ao câncer da orofaringe(amígdalas e base da língua). Esses tumores costumam ocorrer em pacientes mais jovens e, em geral, apresentam melhor resposta ao tratamento quando comparados aos relacionados ao tabaco.
Sim, pode afetar, principalmente quando são realizados tratamentos para tumores mais extensos. No entanto, hoje existem técnicas cirúrgicas e reabilitação especializada que buscam preservar ou recuperar ao máximo a fala, mastigação e deglutição.
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